
"Não te quero só para mim e nem poderia...quero-te para ti mesmo e para tua própria vida quanto mais fores o que quiseres mais serás o que eu queria..."
Um péssimo hábito que temos é o de idealizar o outro. Isso nos faz achar que início de namoro é lindo, que o outro é perfeito, você finalmente encontrou a pessoa com quem quer passar o resto da sua vida, mas à medida que você a conhece melhor começa a perceber alguns 'defeitos', umas coisinhas aqui e ali das quais você não gosta. Aí você culpa o outro por não ter dado certo, pela 'máscara' ter caído. Mas será que foi realmente isso que aconteceu? Será que a máscara que caiu ou nós que idealizamos demais o outro e acabamos por nos deparar mais tarde com a realidade?
E nesse jogo todo, criamos expectativas que serão obviamente frustradas. O outro NUNCA será como nós esperamos. Acredito que idealizamos o outro para suprir nossos defeitos, geramos a imagem (não só do que queríamos ter mas) do que queríamos ser. Projetamos nos outros todas as nossas expectativas quanto à nós mesmos. E é aí que tudo dá errado, porque quando o outro não alcança essas expectativas nós decepcionamos, não só com ele, mas com nós mesmos.
No post abaixo eu falei que não acredito que um seja capaz de completar o outro. Não acredito nessa relação de interdependência. Cada um deve estar completo por si só, cada um com sua paz de espírito, com sua maturidade, com seu amor próprio. Esse amor por interdependência é muito frágil, não dura porque você nunca será forte o suficiente para impor limites, se impor na relação. E quando eu falo impor não é de uma maneira agressiva, de predominância, é simplesmente não se sobrepor ao outro, não se apagar e se perder perante o outro.
E é por isso que eu não quero ninguém para mim, quero para ele mesmo, porque quanto mais ele for para ele mesmo mais será aquilo que eu quero que seja: forte, maduro, independente,capaz de amar e ser amado,mas sem esquecer primeiro do amor próprio.
Um comentário:
Vê, uma grande verdade sobre os relacionamentos foi explicitada nesse texto, por você. Quando ocorre a dependência, a sobreposição, a mistura das essências, a admiração acaba. E quando a admiração desaparece, junto somem os sentimentos...
Grande beijo,
Thaís
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